sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dobradinha Cast #1: Apresentação e Scans


Faaaala galera! Eu sou o Jrol Lima e olha só: eu finalmente resolvi criar meu próprio podcast. Ele se chama "Dobradinha Cast" (muito original, né?) e vai ser prioritariamente feito apenas por uma pessoa só (a.k.a. euzinho aqui) falando sobre histórias em quadrinhos. Mas eis o seguinte: vou aproveitar o lance de comentar sobre gibis pra contar minhas histórias pessoais, meus gostos, falar sobre filmes e séries baseados ou que tiveram inspiração nessas obras e todas essas coisas.

Pode confiar em mim, o papo vai ser bem daora!

A princípio, ele vai ser um podcast mensal. Excepcionalmente eu vou publicar esse mês dois episódios curtinhos de 15 minutos (um hoje e outro semana que vem) e a partir do mês que vem (na ultima sexta-feira do mês) um novo episódio maior vai entrar no ar.

Pra não perder as atualizações, você pode procurar pelo Dobradinha Cast no seu agregador favorito de podcasts ou vir aqui no site nessa etiqueta aqui pra acessar ou ainda cadastrar o feed abaixo e inserir no seu app de agregador de podcast pra nunca deixar de ouvir meu material novo.

Obrigado pela paciência e valeu!

Feed
http://dobradinhacast.podbean.com/feed/

Músicas usadas nesse episódio:
Peter Bjorn And John - Young Folks
Lady Gaga - Dance In The Dark (instrumental)

Seleção das músicas: Carolina Araujo
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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Morte dos Gibis de Banca | Vida de Colecionador Iniciante


O HQ Fan escreveu um texto explicando porque os quadrinhos de banca podem acabar e por mais que eu ache isso um exagero, acredito sim que alguns pontos podem ser sim prejudicados, principalmente em locais mais distantes cuja distribuição é bem carente.

Eu não vou me aprofundar no tema do domínio da Abril sobre a distribuição de revistas que fica mais apertado a cada dia que passa, principalmente agora que os grupos ramificados se uniram sob nome de Total Express. O Judão fez uma excelente matéria dizendo tudo isso, como esse monopólio pode afetar o mercado brasileiro e como algo semelhante foi vivenciado pelo mercado estadunidense no anos 2000 com a Diamond.


Você, bróder, que acha que se por algum motivo as HQs sumirem das bancas é uma coisa boa (acredite em mim, isso pode sim acontecer, pois nos Estados Unidos os gibis praticamente não existem mais em bancas. Eu não estou inventando isso. Pode procurar e vai achar essa informação, inclusive eu mesmo vou te linkar aqui um texto do Universo HQ explicando como funciona o mercado de quadrinhos estadunidense pra você ter certeza que não estou escrevendo abobrinhas), tire seu cavalinho da chuva. Eu vou dizer como que isso pode ser algo terrível pra gente.




No final de 2016 o Planeta Gibi publicou uma matéria mostrando quanto cada título vende no Brasil e ainda faz um paralelo com quanto se vendia em 1975. Isso te mostra que mesmo tendo toda exposição possível, quadrinhos não vendem tanto assim (tirando Turma da Mônica, claro) e com isso estamos considerando revistas mensais cujas as tiragens são enormes. Se você considerar os encadernados, cujas tiragens são bem menores, ainda mais para editoras independentes, isso é mais preocupante.


A banca sempre foi um lugar bem eclético incluindo gostos e publicações de todos os tipos. Ali você ia encontrar do colecionador de quadrinhos ao leitor casual que vai comprar algo pra ler na fila do banco. Muitos dos amantes de quadrinhos de hoje começaram a ler quando criança com os pais indo à bancas e pegando um título aleatório para manter o filho ou filha entretido(a). Eu mesmo quando pivete, não tinha o hábito de ler quadrinhos como tenho hoje em dia, no entanto sempre que viajava com minha família para outro estado, na parada do ônibus para todo mundo almoçar, minha mãe me comprava uma HQ para me distrair. Eu não tinha o costume de acompanhar os títulos que saíam, então ela comprava literalmente qualquer coisa pra mim.




Esse é o tipo de venda que acontece em banca de jornal. Ela não vende quadrinhos apenas para fãs e colecionadores, mas também para gente que compra uma vez aqui e ali, algo que não vai acontecer se os gibis saírem de banca. Claro que talvez isso seja fantástico para você que compra revistas como eu, à toque de caixa, mas pra editora isso pode ser um tremendo chute no saco, já que ela vai ter que se focar agora num público muito menor, perdendo a visibilidade de quem simplesmente é um leitor ocasional.


Talvez tenhamos que amargar títulos mais caros, pois as tiragens podem diminuir ainda mais. Talvez as editoras tenham que largar a mão de publicações mensais. Talvez muita coisa possa acontecer. Talvez até comic shops novas consigam surgir disso, mas eu posso dizer com certeza que se quadrinhos saírem das bancas... É bem provável que os leitores de quadrinhos não se renovem mais.
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Mystery Box | Opinião

Ah... A Magia das Mystery Boxes é algo realmente incrível. Você imagina que estou falando que o conteúdo delas é tão impressionante e a surpresa tão satisfatória que é como receber uma carta de Hogwarts, mas a real magia dessas paradas é fazer o assinante parar de perceber que é trouxa (tudo bem que com tanto esquema de pirâmide rolando por aí, não é sem motivo que a criação de outro sistema "engana-otário" se tornaria igualmente popular).

Antes de qualquer coisa devo fazer um disclaimer aqui: Você é livre pra gastar o seu dinheiro da forma que quiser, então se você acha que pagar quase cem pau por uma caixa de mistério é gastar adequadamente sua grana, vá em frente, bróder. O capitalismo existe exatamente pra você esfregar a bufunfa na cara de qualquer criatura que você queira. Agora não tenho como deixar de perceber que muito mais que livre-mercado aqui, está rolando uma espécie de lavagem cerebral nas pessoas pra comprar esses caixotinhos.




A maioria dessas caixas são lotadas de itens bobos como chaveiros, marcadores de livros, botons (como que se escreve essa bosta?), ingressos de cinema... Assim, nenhum item é lixo de verdade, no entanto sejamos sinceros que você poderia comprar qualquer um deles a qualquer momento em uma loja geek/nerd dessas que existem aos montes na web, então você não precisaria assinar uma box para finalmente ter um desses trecos. Acredite em mim quando eu digo que boa parte desses compartimentos cúbicos de papelão são feitas com o cara indo numa loja dessas de importados, comprando bugigangas qualquer e então colocando em seguida um único item que vale a pena pra te vender como se fosse algo incrível.




Talvez a graça aqui seja não comparar o item pelo seu valor propriamente dito ou sua relevância, mas sim o mistério. A ideia de que pode vir qualquer coisa ali dentro pode ser extremante animadora. Pode vir algo que valha muito a pena. Algo que vai mudar sua vida por completo. Algo que lhe fará um ser humano incrível e conquistador de toda atenção mundial como um... imã de geladeira do Lanterna Verde.


Novamente devo ressaltar aqui que se essa é sua parada, fique a vontade, chapa. O dinheiro é seu pra gastar da maneira que quiser e não é um bocó de internet como eu que devo ensinar a gastá-lo, mas antes de ser levado pelo hype das mystery boxes, pense bem se isso REALMENTE vale a pena pra ti. Se você não tá sendo "enganado" pelo pessoal que faz convenções de cultura pop ou semelhantes. Pense com carinho no seu dinheiro e nas suas vontades e analise friamente se uma mystery box é uma parada tão boa assim ou se você não pode gastar suas moedinhas em algo mais recompensador.




Nunca se esqueça que o marketing é expert em te convencer a comprar coisas que você não quer ou não precisa, então olho bem atento pra não cair numa furada.
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domingo, 19 de março de 2017

Desespero dos Anti-Reboot/Remake | Cinema


Ai meu Deus! Hollywood está estragando com meus filmes! Acabou a originalidade no cinema! Os caras só querem saber de fazer reboot e remake! Eu não quero que façam uma refilmagem do meu filme favorito, pois isso vai arruinar a obra original!

Sempre que um reboot/remake é anunciado tem essa galerinha aí de cima que vem com o papo de que isso não pode acontecer, porque vão cagar em tudo que já foi feito e a melhor opção é deixar o clássico lá quietinho no esquecimento do grande público, quando na verdade uma obra nova pode muito bem dar uma sobrevida na original, como foi em Robocop que após o lançamento do remake muita gente correu pra assistir o 1987 (eu inclusive) para comparar as duas ou pra relembrar a antiga. Antes do remake, Robocop praticamente tinha caído no esquecimento, no entanto depois da refilmagem ele voltou a ser exibido na TV, as pessoas voltaram a falar do material da década de 80/90, estampas de camisas surgiram...



Pois bem. Essa semana anunciaram o "reboot" de Matrix. As aspas são porque pouco depois dessa notícia sair em todos os veículos de comunicação possíveis, incluindo a boca da seu vizinho fofoqueiro, um dos envolvidos (o roteirista Zak Penn) veio a público dizer que não é bem um reboot nem remake. "Vai ser algo novo" ele disse, certamente se desviando dos tiros de ódio dos mimimizentos como o Máskara fazia em seu filme de 94. Certamente isso indica que farão algo como os Animatrix, surgindo com alguma história que vai expandir o universo criado pelas irmãs Wachowski.

Apesar desse disclaimer, muitos ainda se mantém firmes na posição de que Matrix deveria ser deixada quieta no canto dela. Esse pessoal tem dificuldade em entender que Hollywood é não é formada apenas por artistas. Os estúdios, embora façam filmes, são na verdade empresas cujos empresários investem muito dinheiro não na esperança que uma puta obra de qualidade cuja narrativa cinematográfica vai revolucionar toda industria surja. Eles esperam receber retorno financeiro. Cabem aos artistas envolvidos tirar o melhor dessa oportunidade e criar uma obra interessante para o público.



Muitos críticos, jornalistas, artistas e até fãs falam mal dessa coisa toda de fazer reboots/remakes dizendo que acabou a originalidade no cinema. Isso é pura bobeira, pois parece que pra essas pessoas cinema é apenas filme blockbuster. Entendam que em filmes de grande orçamento, o risco é enorme e os estúdios têm como preocupação fundamental fazer dindim. Não adianta nada você só fazer algo artisticamente incrível se ele não der grana. Você precisa achar uma fórmula onde consiga fazer bons e lucrativos filmes. Aí que as refilmagens se mostram uma boa ideia, uma vez que nelas você tem uma marca conhecida que já chama atenção das pessoas naturalmente com a possibilidade de criar uma história nova, sendo assim os riscos são minimizados.

Mesmo essa galera do mimimi reclamando que o cinema só tá preocupado em fazer reboots/remakes, filmes excelentes e originais continuam surgindo. Tivemos nos anos recentes: Ex Machina, Spotlight, Birdman, Pacific Rim, Interestelar, Poder Sem Limites, A Origem, Gravidade e muitos outros (isso tirando claro os filmes que são adaptações de outras mídias, como: A Grande Aposta, A Teoria de Tudo, A Culpa é das Estrelas, O Lobo de Wall Street, Perdido em Marte, O Regresso...). Inclusive recentemente tivemos um dos meus filmes favoritos de todos os tempos: "Ela" do Spike Jonze. Filmaço do caramba!



Pra você que tá reclamando dessas refilmagens eu digo apenas: Caia na real. A criatividade nos cinemas não morreu. Hollywood não tá em decadência. Você que não entende como a indústria funciona e está focado demais nas grandes produções de Hollywood. Abaixo dos filmes de 100 milhões de dólares você vai achar muita coisa incrível, nova e que vai te provar que a originalidade não acabou no cinema americano.

O seu filme favorito vai continuar existindo mesmo que 20 novos surjam nos próximos 3 meses (Homem-Aranha que o diga). Nada vai afetar o longa, então cresça de uma vez, cara!
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domingo, 12 de março de 2017

O Real Problema dos Filmes da DC | Cinema


A DC tá atrás da Marvel nos cinemas, isso até minha mãe que assiste X-Men Origens: Wolverine na Fox achando que é super-lançamento sabe, porém o motivo disso é discutido por muitos especialistas. Mesmo assim acho que a galera não tá percebendo qual o principal problema da DC nas telas e então vou esclarecer isso aqui pra quem tiver interesse (e paciência).

Analisando a melhor sequência de filmes recentes da DC, vamos concordar que Batman é o vencedor com sua triologia criada e dirigida pelo Christopher Nolan. Até aí você pode pensar que o mérito é todo do diretor, que o cara é fantástico, fabuloso, incrível, pica das galáxias, supremo senhor do universo, no entanto eu coloco como sucesso dessa série outro ponto.

Claro que o Nolan tem muito mérito aqui, além do casting que foi muito bom (exceto pelo Christian Bale que eu nem curto tanto assim, mas vou deixar isso de fora), entretanto você pode reparar nas datas de lançamento dos filmes dirigidos pelo cineasta. Reparou? Não? Deixa eu te ajudar então aqui.



Batman Begins foi lançado em 2005. Três anos depois vem o aclamado Batman O Cavaleiro das Trevas em 2008 seguido por Batman O Cavaleiro das Trevas Ressurge que veio… QUATRO ANOS APÓS, nos recentes 2012. A trilogia Batman teve 3 filmes em 7 anos. Nesse meio tempo, a Warner lançou apenas dois outros filmes de super heróis: Superman – Retorno (2006) e Lanterna Verde (2011). Outros fora da linha tradicional de supers foram lançados como V de Vingança (2006), Watchmen (2009) e Jonah Hex (2010), mas pra fins de Universo DC nos cinemas, vamos considerar apenas a linha tradicional.

O que vemos aqui é que enquanto a Marvel hoje (em sua melhor fase) lança 2 filmes por ano, a DC na sua melhor fase lançou 5 filmes em 7 anos, sendo que apenas 3 deles são unanimemente aceitos como bons (os do Batman).



Sendo assim, o problema da DC nos cinemas é exatamente querer copiar a fórmula Marvel sem estar preparada pra ela. A ideia de fazer um universo unificado com um ou dois filmes por ano está funcionando pra Marvel porque ela teve esse tempo pra entender como fazer filmes que dão certo financeiramente (e de crítica/público também). Quando o primeiro Homem de Ferro saiu no longínquo 2008, a Marvel levou 2 anos pra lançar uma continuação. No ano seguinte ela lançou dois filmes (Capitão América e Thor), contudo em 2012 apenas o filme dos Vingadores apareceu nos cinemas. Apenas depois disso ela engatou de verdade na ideia de fazer 2 filmes por ano, ou seja, ela teve tempo suficiente do primeiro Iron Man pro segundo pra entender como deveriam ser os filmes e depois até Vingadores para ter certeza que esses filmes fazem dinheiro.



Está mais que claro que a DC ainda não tem esse planejamento, então estaria na hora de ela pisar no freio e fazer as coisas da maneira que deu certo da ultima vez: Parar e planejar bem antes dos filmes saírem, mesmo que isso resulte numa espera maior.

Talvez esteja na hora da DC parar de copiar a Marvel e tentar ser ela mesma. Vai que dá certo, né?
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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Preços Absurdos da Eaglemoss | Opinião

Quando a Eaglemoss resolveu lançar sua coleção de graphic novels apenas da editora DC eu fui à loucura. Como bom DCnauta, eu cogitei até em fazer assinatura da parada de tão animado que fiquei, no entanto é claro que essa vontade passou quando eu vi a lista oficial dos gibis a serem lançados. Não que eu tenha me decepcionado (muito) com o setlist da editora, contudo a verdade é que pelo menos uns 15 títulos listados eu já tinha em outro (e melhor) formato. Sendo assim, eu decidi comprar as edições avulsas quando chegasse às bancas, pegando apenas as que me interessava.



Logo de cara me deparo com Batman - Silêncio Parte 1 por R$ 9,99. Decisão acertadíssima da editora começar com o maior e mais popular super herói de todos os tempos. O mais queridinho e mais manjado também, mas isso a gente não precisa ressaltar muito, né? O preço era mais que convidativo. Você teria que ser muito otário pra deixar passar essa, ainda mais porque esse arco desenhado por Jim Lee e escrito pelo controverso Joseph Loeb estava a muito tempo esgotado pela Panini.

Apesar da história no final não se mostrar grande coisa, a leitura com certeza é divertida e a arte do Lee é simplesmente absurda. É um espetáculo visual. É uma lista infinita de elogios que deixaria esse texto mais longo que as missas que eu ia domingo de manhã durante minha infância.



Eis que logo em seguida, a Eaglemoss larga seu segundo golpe certeiro: Batman - Silêncio Parte 2 vem acompanhada da brilhante Superman - O Último Filho. Dessa vez, ela anunciava que o preço aumentaria (claro), contudo se manteria como o valor oficial da coleção. Dessa forma os R$ 34,99 pelas duas edições ao mesmo tempo era novamente uma decisão acertadíssima. Era como se a Eaglemoss fosse um traficante te chamando no cantinho do beco escuro, te oferecendo um teco gratuito numa droga altamente viciante. Era impossível resistir a isso, então era claro que eu continuaria comprando. Somente louco resistiria a isso.

Contudo a alegria durou pouco. Ainda na minha analogia, o traficante finalmente revelou suas verdadeiras cores e começou a cobrar pelos picos na artéria (ou seria veia? Eu não entendo bem como funciona essa parada de usar drogas... Talvez eu deveria ter usado um outro exemplo pra ilustrar essa situação).



A edição mais recente da coleção de graphic novels da DC Comics está custando R$ 49,99. Isso mesmo, bróder. CINQUENTA DINHEIROS! Uma coleção que começou com R 9,99 e foi para R$ 34,99 (que deveria ser o preço fixo até o final de todos os volumes) foi pra cinquenta reais. Passado 30 volumes do inicio da parada eles aumentaram R$ 15,00. É absurdo isso!

Claro que esse aumento não foi súbito. Outros dois aumentos aconteceram, sendo um que passou pra 40 pratas e outro pra 45. Não que eles não tivessem me incomodado, contudo eu ainda tinha a vaga esperança desse preço se firmar. Cada aumento eu começava a filtrar melhor as edições que eu escolhia na banca. Dessa forma eu resolvi deixar de lado todas as edições do Batman e comprar apenas dos heróis que dificilmente ganham uma publicação encadernada aqui. Depois filtrei novamente para pegar apenas as coisas inegavelmente boas... Agora vou ter que aplicar mais um filtro: pegar apenas mais 5 títulos até o final da coleção.



Só pra você ter uma noção, Superman: Brainiac veio na coleção da Eaglemoss por R$ 44,99. A mesma edição veio pela Panini quase ao mesmo tempo por R$ 25,90 (talvez ela seja um pouco mais cara que isso, mas certeza que não passa dos 30). Outro exemplo é a Morte do Superman que saiu também por R$ 44,99 pela Eaglemoss enquanto a edição gigantesca da Panini com o dobro de material eu comprei na Amazon por R$ 51,00.

Muitos títulos da editora serão republicados em breve, foram republicados a pouco tempo ou estão sendo AGORA. Então faça um favor a você mesmo e não gaste uma fortuna com essas edições caríssimas dessa editora mercenária. Se for comprar, compre apenas o essencial. Que ela se afunde na própria ganância ou incompetência de manter o preço justo, afinal de contas... Quadrinhos pra comprar é o que não falta.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Canário Negro - DC You | Breves Reviews


Nos Breves Reviews de hoje, vou falar sobre a Canário Negro do DC You (aquela iniciativa da DC de lançar umas paradas meio fora da curva pra aproximar os leitores da editora). Ambos os álbuns são escritos por Brenden Fletcher e ilustrados por Pia Guerra, Annie Wu, Sandy Jarrell e Moritat.

Sendo assim, vamos comentar os dois títulos.



Eu estava ansioso por essa fase da Canário e vou dizer que o primeiro volume "O Som e A Fúria" é muito bom. Dinah é caótica, problemática e um desastre ambulante… E ela vai trazer tudo isso pra sua banda em uma aventura divertida com arte fenomenal da Annie Wu e Pia Guerra.

Devo confessar que não consigo deixar de sentir saudades do Oliver Queen nas histórias da heroína, contudo entendo que essas mudanças devem acontecer de vez em quando, tanto para a personagem deixar de estar sempre à sobra do arqueiro quanto para ver se algo novo pega entre o público.

No mais, o encadernado conta com a história de Dinah em sua nova banda, rodando os Estados Unidos e dividindo o tempo entre ser uma estrela do rock e uma garota-problema que arruma confusão em todo lugar que passa. Adorei de verdade esse primeiro volume.



Quando um bróder disse que esse segundo volume era bem fraquinho, eu torci o nariz e fiz questão de xingá-lo mentalmente dizendo "você não sabe o que diz, rapaz", porém quando terminei de ler Rock'n'Roll... Tive que concordar com ele.

Tá, eu poderia dizer que esse encadernado é uma bomba completa, mas tem algumas coisas que salvam, como por exemplo: Eu gostei do momento em que a Dinah tá "sonhando", pois foi bem interessante e divertido vê-la envelhecendo. Me lembrou uma série de TV chamada The 4400 onde um casal de personagens envelhecem mentalmente e quando voltam à realidade eles se negam a se desfazer de suas memórias, tornando-as verdadeiras, mesmo que não tivessem acontecido no mundo real.

Annie Wu é uma artista incrível e é um pecado ela não desenhar todas as histórias, principalmente porque a arte em geral do encadernado é sofrível.

Já os roteiros de Brenden Fletcher... Nossa mãe. É tudo do mais clichê possível com a busca de um mcguffin que é a Palma dos Cinco Céus. Conforme a trama vai se desenrolando, esse treco vai ganhando poder tão grande que comecei a me perguntar porque logo a Canário Negro poderia ter acesso a algo tão poderoso.

O encadernado conclui a trama e desemboca em duas histórias só pra encher linguiça e páginas. Meio deprimente, mas acredito que não vou me desfazer dele por causa da arte da Annie Wu.

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